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Um material de excelente competência
musical executado pela banda CANGAÇO. É o que você realmente leu, o nome da
banda é CANGAÇO. E não se deixe levar pelo preconceito, nem julgue a qualidade
da banda pelo nome, pois ouvimos diversas bandas gringas que adotam nomes
representando sua cultura, ainda incorporam tal elemento musical em suas
composições. Foi o que esse trio fez. A banda é formada por: Magno Lima
(baixo/vocal) – Rafael Cadena (guitarra/vocal) e Arthur Lira (bateria). Todos
eles, apesar de novos na idade, têm uma bagagem extraordinária.
Este material auto
intitulado tem um curto set, porém suficiente para alcançar grande público.
A primeira “Devices of
Astral” mostra o porquê da banda colocar o folk em um de seus rótulos musical,
que trabalha em escala mixolídia, levadas de baião ao metal, mostra que esses
músicos têm um conhecimento amplo do que estão fazendo. A levada folclórica fica
apenas no início da música, no decorrer da faixa você ouve puro metal trampado,
vocal gutural e excelente elaboração de solo. Essa faixa se destaca pela
criatividade da banda.
Um intervalo curto para
exibir um faixa instrumental “Gilgamesh” nada tão exibicionista, mas algo
elaborado de muito bom gosto, usando efeito de Cítara e escala usada em músicas
orientais.
Em “Opposing”, agora eles
exploram mais o Metal em si, esta faixa mescla thrash ao heavy. Junto com a
quarta faixa “Ghost of Blood” que também soa mais pesada, com mais exploração
de back vocal gutural, onde também há mais exploração de pedal dublo e os
metais da batera de Arthur Lira, a levada dessas duas faixas me fez relembrar a
consagrada e técnica banda canadense Quo Vadis.
Apesar do demo conter poucas
faixas, teríamos muito o que comentar pois cada vez que se ouve, observa-se
arranjos que encorpam mais e mais, e merecem ser mencionados, mas deixaremos
para cada um que ouvir ter o prazer de viajar nessas melodias. A produção
gráfica ficou simples, mas isso é um mero demo. Fico curioso o que há por vim.
Essa banda promete ir longe,
algo inédito criado aqui... Não tenho comentários.
myspace
(por Hugo Veikon)
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