Banda: ROCK FREEDAY

Categoria: Coletânea

Ano: 2017

Há pessoas que insistem em dizer que o rock está morrendo. Sinceramente, não sei de onde essa galera tá tirando essas idiotices, pois a cada dia surgem mais bandas, programas, coletivos e experiências que comprovam o contrário disto. E num grupo de WhatsApp eu conheci Maria Cecília, que me ofereceu a coletânea da qual ela colabora, a Rock Freeday. Quando o material chegou, mais uma vez eu joguei por terra a teoria de que o rock está morrendo!

Este primeiro volume conta com 17 bandas de diversos estilos, entre bandas mais conhecidas no cenário e novas e gratas surpresas. A primeira banda é a King Bird, com "Break Bird", um metal pesado bem ao estilo Gamma Ray. A seguinte, "Deus Ex Machina" da Blazing Dog já é bem mais pesada, lembrando bastante o Nevermore em alguns momentos e foi pra mim o primeiro destaque da coletânea. Depois tem o Big Mofo, que mistura Led Zeppelin com Deep Purple e te faz viajar no tempo em "Bring Back the Good Times". Há espaço para bandas mais leves ainda, como a Lo Han, na vanguardista "Dance with the Devil" e a Bife, com o pop rock "If".

O peso retornou com o Septerra na faixa "Nightmare" e foi mais um destaque pois a mistura de heavy metal com power metal, exploração de teclados e vocais com corais vai agradar em cheio os fãs do estilo. A faixa seguinte, "Black Veil Madness" do Endless tem um estilo similar ao da banda anterior, mas lembra mais o Blind Guardian. O Maestrick, com a faixa "Pescador", cantada em português, lembra bastante o Angra de faixas mais leves do álbum Holy Land, inclusive pela exploração de ritmos mais regionais na música. O Inheritance começa pesado mas depois alivia em "State of Mind". Também destaco "Final Destination" do Celestial Flames, que tem um início até hardcore, mas depois vira o som para um power metal que lembra bastante o Helloween no início da carreira. A banda seguinte, No Way, até já teve seu cd comentado aqui no site. O que a banda seguinte, Morrigan, com "Corpo Seco", faz é um meio termo entre o que o Cangaço faz (só que sem explorar tanto a técnica) e o Hate Embrace.

Na parte final da coletânea há bandas mais leves, que se tivessem inseridas ao longo do cd ficariam mais destacadas, mas no final o resultado do material é muito satisfatório. Vale a pena ouvir tanto esta coletânea como correr atrás do material individual de várias das participantes.

Cheers!!!!

(por Léo Quipapá)

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