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Não sei se deveria estar
escrevendo isso agora, mas o segundo trabalho da CRUOR é impecável, com toda
imparcialidade que devo ter, pois sou um amante desta banda e isso se torna
difícil sem falar que é primeira mão. Estou falando de primeira mão do EP Unburied, material gravado estranhamente
no estúdio Luan de propriedade do guitarrista da banda Calypso, Chimbinha, gravado
pelo line-up atual – Wildred (vocal), Túlio (Guitar), Jairo (baixo) e
Montenegro (batera).
A pré-mixagem soa como
vinil, você ouve nas partes instrumentais mais graves. Evidentemente que a
pegada da banda mudou, pois mudou quase que completa sua formação e uma das
grandes marcas do Cruor que era o vocal.e os tempos são outros, com isso
pode-se dizer que a banda ta mais pesada e nervosa. Vamos aos sons executados.
Após uma intro de exatamente
1min. O Cruor Fucking Thrash Metal se
apresenta com a música "Whitechapel”, aqui nada de riffs iniciais longos,
como seus debut CD - Aqui soaram mais diretos, depois de um slap do baixo de
Jairo começa tudo. Recheado de pegadas Thrash Core pela batera de Montenegro e
as rifadas de guitarra de Túlio Falcão, a coesão geral desta música soa
essecialmente nervosa, o vocal de Wilfred deveria soar exatamente como está
(sem falar que esse cara no palco ao vivo é insano).
“Septem Sermones Ad Mortuos”
a banda resolve falar com os mortos, a banda teve a competência de fazer com
que nada aqui parece com nada já ouvido e nada soasse repetitivo, ou clichê, fiquei
bastante curioso acerca da lírica dessa faixa...
Acaba a faixa e entra noutra
que você nem percebe de tão Fudido que é “Not Today” começa na continuação uma
breve chamada e um solo é que nos deixa confuso se é ela ou não é. Só vem a
certeza quando os back vocals no refrão dos avisa ...”Not Today”... berram os
vocais de suporte. No meio da música é pra quem gosta de sacudir seus cabelos,
ou seja, bangear... aos arranjos do baixo, que ficou extremamente extasiante.
“One Man’s Manifesto” acaba
o EP, do mesmo jeito que começou Thrash Metal Fudido sem frescura, nervo e
direto, quase sempre cantado, sem muito intervalo e demonstração de
instrumentais o que rolava muito no debut, algo eu não achava ruim, até me
intrigava como um instrumental tão longo era empolgante. Aqui eles mostraram
que a Cruor independe de quem esteja na banda, parece que quem entrar consegue incorporar
esse “ser” CRUOR.
Aqui não está exatamente o
que eu queria falar, foi simplesmente um resumo, o som deles é bom, estão em
uma fase diferente que classificaria como ótima, não desmerecendo a primeira,
pois nada volta a ser como era. São épocas diferentes.
::. Download aqui - Veja também (Resenha Sobre CD)
Contato: cruorband@yahoo.com.br
(por Hugo Veikon)
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