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Arena Metal:
Conte-nos como surgiu a homenagem ao prédio, que deu nome a banda. Andralls: Isso foi quando
compomos uma das primeiras músicas da banda, que foi sobre o acidente que
aconteceu em 72, no centro de São Paulo. A gente achou um nome bem legal pra
banda pois isso é um nome sem tradução, um nome familiar. Até que um
descendente do cara que construiu o prédio entrou em contato com a gente e
disse que curtia a banda, a gente falou: “Porra, legal não vão cobrar direitos
autorais nem nada disso.” Rsrsrsrsrs.... Ainda bem que ele não era pagodeiro!
Isso tudo foi em 1998. Daí já estamos com 5 álbuns, sendo 4 em estúdio e 1 ao
vivo, tocando fastthrash, tocando pelo mundo todo, sem ficar preso na garagem,
porque músico tem que tocar pelo mundo. Não é bom ficar só ensaiando ou só no
seu estado! Tem que ganhar o mundo.
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Arena Metal:Sobre os temas
que vocês usam: Vocês colocam algo sobre política, guerras e destruição. Houve
um álbum que vocês lançaram com o tema da 3ª guerra mundial... Andralls: Exato. Foi o álbum
Inner Trauma, onde falamos sobre os medos mundiais: doenças, guerras e tudo
mais. Procuramos fazer uma temática bem variada. Com idéias misturadas. Se a
gente seguir a mesma linha as idéias sempre ficarão muitos parecidas, então
variamos as formas...
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Arena Metal: Mas tem
um letrista fixo? Andralls: Todo mundo faz tudo!
Briga e discute, até chegar num consenso. O último que ficar de pé é o que está
certo.
Arena Metal: E pra
vocês? Como o publico no Nordeste está recebendo essa tour? Andralls: Porra, velho, do
caralho! Pra falar a verdade estou achando que está melhor que a anterior, que
tocamos em 2009. O pessoal parece estar mais interessado em conhecer nosso
trabalho. Não tem comparação o público do nordeste, norte... comparado ao
sudeste. A galera de lá é muito fria, os que têm mais energia é a galera do
interior. Aqui dá muito tesão tocar. Belém do Pará foi foda, muito bom.
Arena Metal: Você
diria que o público no Sudeste vai com visão de músico pra ver músico tocar e
criticar depois? Andralls: Quase isso. Eles
ficam olhando pra cara do cara, quando você dá um vacilo, eles apontam: “olha,
errou uma nota.” É foda porque atualmente tem muita banda, então quase que 100%
do público é músico. Principalmente em São Paulo, a galera fica de braços
cruzados só sacando. Lá a galera fica só olhando. Aqui, a galera se diverte. Essa
que é a idéia do Rock.
Arena Metal: Vocês
voltaram agora a pouco da 3ª Tour que fizeram na Europa. Como foi o público? Qual
país que você citaria? Andralls: POLÔNIA... (risos)!
Eles são como um monte de brasileiros, só que em uma terra gelada e numa escala
alcoólica um pouco mais elevada. O álcool dos caras... a galera daqui tem que
ter um fígado a mais! Mas Itália e Espanha também tem um público insano. Uma coisa
que eu posso falar, é que a organização de lá tem uma melhor estrutura, eles
põem equipamentos um pouco melhor, mas headbanger é headbanger em qualquer
lugar.
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Arena Metal: E o
lance na Áustria... o carro quebrou, vocês ficaram detidos na Itália, comente... Andralls (entre risos)...:
Foi na primeira, nessa a gente quebrou recordes: a gente foi enquadrado em
quase todos os países que passávamos. No meio de quase 1 milhão de pessoas no
coliseu eles não pararam ninguém, mas chegaram na gente pedindo logo o
passaporte. Até pedimos pra tirar foto com o guarda! Eles vêem um monte de
gente feia, brasileiro e ainda maloqueiro. Só na Bélgica que não rolou.
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Arena Metal: Bicho e
as influências de vocês, quanto ao fastthrash, quais são? Andralls: Um monte de coisa,
no começo éramos quase Megadeth cover, mas curtimos Slayer pra caralho,
Metallica, Nuclear Assault...mas também músicas de rock dos outros estilos de
Death, Heavy, Black, Hard antigão, Exodus, Overkill...
Arena Metal:
Inclusive vocês tocaram com Exodus, Judas, Malevolent Creation... Andralls: Pow, pânico total
(risos)... Você crescer ouvindo a banda e tocar com ela é meio “punk”.
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Arena Metal: E como o
público de lá recebeu vocês? Tipo, foi ver o Exodus. aproveitaram e assistiram
vocês. Foi bem aberta a aceitação deles? Andralls:Primeira música a
galera fica meio por fora, mas depois vai aceitando e vai gostando e gostando.
Daí vem até a gente e diz: “Pow, eu não conhecia, o som. É legal...enfim”. A
gente combina: “Não vamos dar espaço entre as músicas pra galera não vaiar”, mas
na época quando fomos tocar com o Exodus, a Andralls já tinha um certo nome no
Underground.
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Arena Metal: E o
contato com esses Headlines? Ele tiveram boa recepção ou eles são meios
afastados? Andralls: Eles são legais, na
grande maioria. Com o pessoal do Judas fizemos 3 shows juntos, então quando
descíamos do palco já estávamos trocando idéia, jogando peteca.
Arena Metal: Em 2006
vocês contaram com a contribuição de Michael Hoffman (Assassin). Vocês ainda
tem contato com ele? Andralls: É, ele entrou em
contato com nossa gravadora e com a gente. Se tornou nosso fã, tudo mais. Houve
troca de contatos, produtoras... mas esse contato se mantêm principalmente
quando vamos entrar em tour por lá, para saber se tem algum lugar pra fecharmos
acertos de shows.
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Arena Metal: Deixo
esse espaço aberto. Andralls: Agradeço o espaço
para divulgar e falar mais sobre a banda. É do caralho estar aqui, tocando de
novo! Recife é sempre foda! E busão na estrada, “bora” pro Thrash.
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(Entrevista por Por Krakum e Hugo Veikon)
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