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CEFFALIUM foi formado em 2007, na
cidade de João pessoa (PB), tendo como propósito principal promover um Death
Metal com temáticas voltadas para sociologia, filosofia crítica, história,
povos e antigas civilizações. Os integrantes são Walldo Akino (Baixo &
Vocais), Bruno Motta (Guitarra) e Bruno Laert ( Bateria) e Claudio ”Kratos”
Lima (Guitarra). Em uma conversa bem dinâmica o Baterista Laerte nos fala um
pouco sobre as “News” da CEFFALIUM.
Arena Metal - Bem a
Ceffalium tem um poderio muito foda, e precisão impecável, tanto ao vivo,
quanto no EP. A banda gravou um tímido material e tocou em alguns shows. Qual o
motivo para banda ainda não decolar? Porque vocês têm potencial incrível. Laert
- Tempo. Fazemos o melhor que podemos fazer, gravamos o Servant Of
Tyranny em 2010, isso foi praticamente
"ontem" e ainda estamos trabalhando com ele. Fizemos alguns shows e as aceitações foram bastante boas, tanto na PB quanto
fora do estado, isso gerou algumas resenhas, entrevistas, coberturas... mas de
certa forma somos uma banda que poderia-se dizer 'nova na cena', me refiro
dessa forma por causa do 1° lançamento, pois só gravamos um único EP, apesar de
ser com uma boa qualidade e boa aceitação, vamos indo com calma.
Arena Metal - Você
acredita que o Servant of Tyranny traduziu todo o feeling que a banda tem, ou
ali está apenas um aperitivo do que está por vir?
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Laert
- Com certeza não, o que está no Servant são composições de uma primeira fase
da banda, foi um tempo muito eufórico para compor, era brutalidade acima de
tudo, hoje não fazemos tudo só dessa forma. Mas esse EP não deixa de
ser um aperitivo do que está por vir e as próximas músicas seguirão
praticamente a mesma linha de brutalidade, porém um pouco mais
diversificadas.
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Arena Metal - O material
tem umas letras bem direcionadas a raça humana e com guerras provocadas por tal
raça. Fale um pouco sobre esse tema, qual o motivo de falar sobre isso? Laert
- O motivo é simples demais, gênero literário, gostamos de abordar temas
compatíveis com a realidade em que vivemos, Sociologia e Filosofia sempre
estiveram presentes no Ceffalium e acredito que sempre estarão. Percebemos
vários absurdos ao nosso redor, todo o tempo, a sociedade vive em uma mentira
moral dentro da própria economia, então, por que não falar sobre? Estudamos
esses temas e agrupamos o útil ao agradável, logicamente não mudaremos o mundo,
mas desta forma nos sentimos mais vivos e mais humanos. Sobre
a guerra, a única faixa que aborda o assunto é a IN WAR, ela exibe a verdade
sobre a guerra cara, nada mais que isso, um bando de marionetes que se
matam em nome dos ideais de um líder ou grupo político, guerra por
petróleo, guerra por território, guerra pra tudo! Essa é a base.
Arena Metal – Falei
sobre a guerra, porque em um show vi o vocalista Waldo falando sobre o ouro
preto, Petróleo, e o título Servant of Tyranny me remeteu a isso também. E
agora você me diz que a única faixa que trata sobre isso é a In War, mas Human
Machine, que é uma faixa nova que nem sequer foi lançada, não trata sobre isso
também? Laert - Não, a Human Machine
se refere ao ser humano como máquina, uma espécie de máquina programada sem
racionalidade, é uma faixa que trata de temas sobre algumas revoluções também,
lembrando a revolução cubana e francesa. Walldo sempre fala sobre os temas, é
clássico dele. Essas revoluções passaram sim por luta armada, mas o foco da
crítica não é necessariamente essa em Human.
Arena Metal - Você
não deixa escapar sobre esse material novo, mas vou perguntar, a banda está em
processo de gravação de algum material? Por que essa música que acabamos de
comentar é nova e ai, esse material está em processo? Laert
- Por enquanto não, ainda estamos trabalhando com o Servant Of Tyranny, estamos
em processo de composição sim, mas não uma idéia sólida de material novo, não
por enquanto. Queremos fazer mais alguns shows com o Servant em mãos.
Arena Metal - Bem
Laert, senti em vocês uma influência da Krisiun, e o cover não deixa negar, já
que é você que está conversando comigo, gostaria de saber, se de sua parte técnica
como músico você se foca mais em velocidade mesmo, ou poderemos esperar de você
nas próximas composições algo mais com groover por parte da bateria? Laert - Ah com certeza, o
Krisiun é uma das maiores influências. A velocidade é algo de prioridade sim,
gostamos do som extremo, sempre foi assim desde que nos juntamos para criar o
Ceffalium, mas levando em consideração as novas composições que estão sendo
feitas, acredito que aparecerão músicas mais longas com mais quebras de bateria
e tal, mesmo assim os blast estarão fortemente presentes.
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Arena Metal - A
qualidade musical de vocês devem ser comentada aqui, porque ao vivo vocês são
matadores. Mas não consigo ver nenhum histórico nos integrantes da CEFFALIUM,
vocês fizeram parte de alguma banda daí da Paraíba? Laert
- Walldo, Bruno e eu tocávamos no Regicide, banda de death metal daqui da PB,
éramos bem reservados mesmo, após algumas divergências com o vocalista a banda
veio a acabar de vez, então continuamos só estudando mesmo antes de formar o
Ceffalium. Depois de alguns meses conhecemos o Cláudio e o adicionamos na
banda, ele é um ex-membro da banda P.D.M.
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Arena Metal – Os acho
ainda bastante reservados, e por isso acredito que a banda participou de poucos
shows, e ainda notei que a banda deu uma pause na agenda, vocês estão
articulando algum agendamento mais amplo, tipo arriscar ir ao sul ou sudeste do
país? Laert
- De fato, houve uma pequena pausa sim, foi intencionada, estávamos resolvendo
alguns problemas mas isso já acabou. Sobre
novos shows sempre há convites para outros estados, o Motta sempre cuida disso
pra nós e certamente em breve o Ceffalium estará em outras regiões. Alguns EP´s
foram enviados para o Rio Grande do Sul, mas a princípio são contatos.
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Arena
Metal – Larte, notei uma coisa interessante. vi que apesar de tanta velocidade
você como baterista toca descalço, isso não atrapalha em aplicação de algo como
pivô e tal. Laert
- Na verdade não, acabei me acostumando com isso e até gosto, mas as vezes toco
de tênis sim e o efeito não muda.
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Arena Metal – A
paraibana é forte, no sentido de bandas, mas vocês acham que a cena para show está
fraca? Laert
- Eu não diria fraca, mas também não está forte. Frequentemente
organizam shows sim com bandas locais e de outros estados. Existem
inúmeras bandas muito boas aqui, bandas que não precisam mais provar
nada para mostrarem que são boas.
Arena Metal – Bem
para finalizar não vou acabar tradicionalmente, vou pedir que vocês deixem seu
recado aos que se sentem donos do mundo (governantes – políticos e afins), vai
que Dra. Dilma (presidente) curte o Metal nordestino (risos). Laert
- (Risos) Acredito que não tenho nada a dizer para esses bons cidadãos... Na
verdade quem deveria observá-los mais são as pessoas, a massa. As Vossas
Excelências mentem todo o tempo, criam uma falsa moral, criam falsos
valores, guiam as opiniões das pessoas, criam um problema depois a
"solução", guiam os soldadinhos de chumbo, mas não põem sequer o pé
no bombardeio, não investem em educação como deveriam, até porque a falta dela
é necessária... Afinal, quem os servirá? Criam a alienação e dizem que todos têm "direitos
e deveres", mas quem fabrica esses direitos são os
próprios Senhores, e claro, para a vontade e benefícios deles. Quase
tudo é um amontoado de mentiras, simples assim, mas existem soluções para tais
problemas... Gostaria
de agradecer a organização do Arena Metal por mais uma força e
por sempre nos dar apoio e recepção, valeu!!
Myspace
(Por Hugo Veikon)
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