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Arena
Metal: Bem Fábio Brayner, agradecemos por ceder uma entrevista a nós. Ai vai
cara. Você ficou conhecido principalmente na banda As The Shadows Fall, mas
sabemos que você fez parte da banda mais antiga de Death Metal pernambucana a
Decomposed God (na época Infernal Corrosion). Como foi pra você ter feito parte
dessa história e qual o seu relacionamento (contato) com os atuais membros
dessa banda? Fábio
Brayer: E aí Hugo, como vão as coisas cara? Bom, eu não somente
fiz parte do Decomposed, na verdade fui eu que formei a banda, juntamente com o
Osvaldo (baterista) e o Gustavo (guitarra).
Lembro até hoje dos ensaios toscos no Alto José do Pinho, no estúdio do
Canibal (Devotos do ódio). Fiquei na banda até depois da segunda demo-tape.
Inclusive várias letras de músicas do primeiro CD são minhas. Talvez você não
saiba disso porque não foram colocados os créditos. Mas enfim, fiz parte da
banda naquela época e não tenho mais contato nenhum com os membros da banda.
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Arena
Metal: Daí foi para a potiguar Sanctifier, como surgiu esse convite e como
rolava o entrosamento com a banda, visto que você morava em Jaboatão dos
Guararapes e a banda em Natal? Fábio
Brayer: Minha ligação com o Sanctifier existe quase desde o
começo do Decomposed. Sempre fui amigo do pessoal de Natal e quando decidi sair
do Decomposed pintou a chance de entrar no Sanctifier, o que não desperdicei,
pois sempre achei uma das melhores bandas de death metal nacional. A distância era uma merda, mas sempre foi
possível conciliar tudo. Ainda considero o Sanctifier uma das melhores bandas
do país, mas que segue injustiçada da mesma forma que o Headhunter DC.
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Arena
Metal: Você migrou de duas de Brutal Death para um Black Metal totalmente
estridente que foi a As The Shadows Fall. Qual o motivo dessa mudança? E se
você no final se sentiu mais à vontade nesta linha, Black? Fábio
Brayer: Sempre gostei de Black Metal, mesmo antes do estilo virar
febre nos anos 90 e sempre tive vontade de fazer algo nessa linha. Quando foi
possível surgiu o As the Shadows Fall. Me sinto completamente a vontade nos
dois estilos, pois são estilos que realmente curto.
Arena
Metal: Na As The Shadows Fall você apareceu como baterista, ok? Você então já a
formou pensando em surgir como baterista? Fábio
Brayer: Sim, já comecei o ATSF como baterista, pois é um
instrumento que sempre achei foda. Quando ouvia bandas como Atheist, Cynic,
Atrocity e Death sempre me ficava evidente o trampo foda de batera. Então
quando o ATSF foi montado, a escolha pela bateria foi bem natural. É óbvio que
no início era bem ruim. Hahahahahaha Tocava
tudo certinho, mas não tinha muita velocidade, o que foi mudando com o tempo.
Arena
Metal: Visto que a banda estava tocando em vários locais, conforme alguns
cartazes que tenho, ao lado de grandes bandas do Gênero Black Metal Nacional e
Internacional, Você pode considerar a As The Shadows Fall a banda que você mais
se realizou? Fábio
Brayer: Me realizei muito com o Sanctifier e com o ATSF, mas de
formas diferentes. O ATSF foi mais longe, pois queríamos tocar, mostrar ao
mundo o nosso som. Nos jogamos para a estrada e fizemos alguns shows muito fodas
como os de Brasília, Maceió, Fortaleza, Jundiaí/SP. Cada show serviu para
mostrar ao país que éramos uma banda com objetivos e que nosso som não era algo
comum em termos de Brasil. Os shows no sudeste serviram para quebrar algumas
idéias pré-concebidas sobre bandas do Nordeste e isso foi foda. Tenho em vhs o
show de Jundiaí e ver o pessoal de sampa agitando sem parar foi foda.
Arena
Metal: Você já notou que em um dos CDs da Cannibal Corpse (me parece que é o Ao
vivo) um dos caras usa uma camisa da As The Shadows Fall... Como rolou isso e
como você se sentiu na hora?
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Fábio
Brayer: Quando vi esse encarte na Blackout fiquei espantado. É o
cd ao vivo mesmo. Quem está usando a camiseta é o Edu, da Tumba Records, que
organizou a tour do Cannibal Corpse no Brasil. Quando tocamos em São Paulo, vendemos e
trocamos muitas camisetas. O Edu tinha uma e usava. Acabou rolando aquela foto
e foi um lance bem divertido. Muita gente fala disso até hoje.
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Arena
Metal: Ainda aqui em Pernambuco você lançou a Hellspike Records trabalhando com
um outro selo, se não me falha a memória foi a Alastor Rec. Bem, Neste período
com um selo você chegou a lançar algumas bandas? Quais foram e se ainda mande
esse trabalho? Fábio
Brayer: Sim, a Hellspike records fez vários lançamentos em
conjunto com a Alastor records, do brother Henrique. Lancei várias bandas
nacionais e gringas, entre elas: Catacumba (ES), Metalucifer (japão), Metal
Inquisitor (Alemanha), Occidens (Chile), Sanctifier, Otargos (França), Mord
(Noruega), Decayed (Portugal). O selo está parado no momento. Estou ocupado
demais com trabalho e minha vida pessoal, mas acredito que em breve devo
recomeçar a trabalhar com a Hellspike Records, mas em um nível acima do que eu
estava.
Arena
Metal: Você após um tempo voltou a assumir o vocal da Sanctifier. Já esperava
esse convite? E como foi fazer parte do único cd oficial da banda e o primeiro
oficial em sua carreira como vocalista? Fábio
Brayer: Na verdade nunca tinha saído do Sanctifier. A banda tinha
parado e após uns anos o Alexandre (guitarra) resolveu colocar a banda em
atividade novamente. Ele simplesmente chamou todos os que eram da banda para
retornar. Alguns não podiam ou não queriam, então foram substituídos. Sobre o cd, foi muito foda, pois era uma
batalha de mais de 10 anos sendo concretizada. É um cd muito foda, que teve
comentários positivos no mundo todo, inclusive de membros de bandas como
Acheron, Paganizer....
Arena
Metal: Atualmente visto que você reside em Brasília, eu duvidaria que você
estaria parado , e como eu soube, você compõe a bateria da banda brasiliense
NAILED CROWN. Como está se sentido nesta banda e se ela já tem algum material
gravado ou breve sairá alguma coisa? E há alguma possibilidade deles tocarem
por aqui? Fábio
Brayer: Para ser sincero eu estou realmente parado. O Nailed
Crown era um projeto de dois conhecidos daqui e dei uma força para eles em
alguns ensaios. Não faço parte da banda e dificilmente farei parte. Não é o
tipo de som que estou querendo tocar atualmente e simplesmente não tenho tempo
para tocar em uma banda. Já recebi convites de duas bandas bem conhecidas
daqui, mas realmente não tenho tempo no momento. Mas com certeza penso em
voltar a tocar em breve, mas veremos. Como o Nailed Crown não é minha banda
realmente e não toco mais nela, então vai demorar muito tempo antes de poder
visitar o nordeste novamente tocando ao vivo, mas espero poder fazer isso em um
futuro próximo quando estiver tocando novamente.
Arena
Metal: Você tem interesse em voltar com a As The Shadows Fall ou alguma outra
banda de Black Metal ?
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Fábio
Brayer: Tem horas que penso em voltar com o ATSF e tem horas que
não. É mais provável que a banda não retorne mais. Fizemos o que fizemos e isso
ficou marcado na cena nacional. Às vezes é melhor deixar a coisa morta do que
voltar e fazer besteira. Sobre montar alguma outra banda Black Metal, isso é
possível sim, mas não no momento.
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Arena
Metal: Por fim, qual sua meta para o Metal em 2010? E vou deixar esse espaço
para você e suas nobres palavras a seus amigos que você deixou aqui, e àquele
que te conhecem apenas por suas participações em bandas? Agradeço pela
entrevista. Fábio
Brayer: Minha meta metal para 2010 é continuar ouvindo mais e
mais bandas, principalmente o novo cd do Immolation (hahahahaha), que sai em março. Continuar viajando de vez
em quando para alguns ótimos shows pela região. Enfim, é isso. Sem grandes
planos. Gostaria de agradecer o espaço e mandar um grande abraço ao pessoal de
Pernambuco que sempre foi brother: Osvaldo, Baby, Henrique, João da Blackout,
Eduardo da Armorial, Levi e Alvete da Abbey Road, Marco da B-side e as bandas
Malkuth, Infected, Oddium, Infested Blood, The Ax, Inner Demons Rise, Cruor,
Necrolust, enfim, ao pessoal que faz o Metal de Recife continuar rolando...
Valeu mesmo pela entrevista e keep the death cult running......
(por Hugo Veikon)
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