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Arena
Metal – Bem, pela primeira vez que entrevisto uma vocalista, é pra mim é uma
honra entrevistar você que tem belo vocal. Na Empty Book você fez um ótimo
trabalho como sempre, mas eu notava na época que aquela banda parecia uma
disputa de músicos. Você acha que em uma banda, ou música, ou em um determinado
material devemos focar mais em um plano (guitarra – bateria – vocal ...enfim)? Márcia – Primeiramente é uma
honra pra mim também, ser entrevistada por você para um site tão bacana e que
realmente apóia o metal como o Arena Metal. Em relação ao Empty Book, não
entendi a parte de disputa de músicos, mas acho que a banda apesar de ter
músicos talentosos e promissores, não tinha muita experiência nem recursos para
desenvolver todo seu potencial, além da falta de apoio e produção para tanto.
Mas devo a eles muito de tudo que aprendi, principalmente a Ivan Souza,
guitarrista, compositor e idealizador do projeto. Nessa banda também aprendi a
compor e criei várias das músicas que foram gravadas.
Arena
Metal – Muitas pessoas têm referências musicais, e quais as suas influências
como vocalista? Márcia – Para o trabalho
como vocalista de metal, minhas principais influências foram: Floor Jansen,
Tarja Turunen, Sharon, André Mattos, Bruce Dickson, Liv Cristine, Cristina
Scabia, Amy Lee, entre outos.
Arena
metal – E quanto a estudo, você fez algum curso de música para cantar e toca
algum instrumento? Porque você assina algumas composições. Márcia – Fiz curso de
técnica vocal no conservatório da Várzea, também fiz aulas no curso de extensão
da UFPE e fiz aulas particulares com duas professoras de canto. As composições
surgem pela influência dos estilos que canto e das bandas que curto também,
tenho um pouco de teoria musical, mas componho mais por audição mesmo, depois
os meninos escrevem as melodias em partitura ou cifradas, e quanto às melodias
de voz, eu crio em cima das letras ou crio as letras em cima de melodias já
existentes, tanto faz.
Arena
Metal – Putz, você também estudou no Conservatório João Pernambuco, na Várzea?
Cara, aquele lugar revelou alguns músicos que hoje atuam na cena Metal. Você
acha que conservatório pode estreitar a criatividade das pessoas à música?
Apesar dos que eu conheço, que lá estudaram, são bastante criativos. Márcia – Estudar em
conservatório é bom porque você troca idéias, informações, além de te dar boa
referência no currículo, mas prefiro aulas particulares, e criatividade se
exercitada, ninguém tira de você.
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Arena
Metal – Quando você entrou na banda Obscurity Tears a banda já tinha um “puta”
respeito na cena, por causa do material Songs For A Black Winter, que rendeu
ótimos elogios. Como você se sentiu quanto a responsabilidade de concluir o “My
Chemical State”? Márcia – Eu tenho o maior
orgulho e sinto-me honrada por ter sido convidada para fazer parte da banda,
pois já admirava o trabalho deles. Das quatro músicas do CD, tenho a satisfação
de ser compositora da faixa Prisoner in Itself, que eles gostaram e resolveram
incluir.
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Arena
Metal – Fale-me como surgiu seu trabalho com a Light in the Shadows? Porque ela conta com alguns
integrantes da Obscurity Tears. Márcia – A Light in the
Shadows na verdade surgiu há anos atrás, por volta de 2005, através de minha
parceria com Evandro Araújo. Mas o projeto era de fazer composições próprias,
só que não vingou. E recentemente eu quis fazer um trabalho de covers e versões
de rock e metal num formato acústico, com violões e percussão, já havia
iniciado os trabalhos quando recebi o convite para tocar na segunda edição do
Taverna Rock Fest, que acontece anualmente no Pátio de São Pedro, mas o convite
era para o Obscurity tocar, como a banda estava parada por tempo indeterminado,
resolvi oferecer o LIS que já estava pronto para tocar, expliquei a proposta do
projeto à produção e concordaram, então demos uma corridinha e depois tocamos
recentemente no Blizzard em Vitória, deu tudo certo, tivemos uma ótima
aceitação nos dois shows e já estamos preparando um material para gravar e
poder divulgar melhor nosso trabalho. E sobre os integrantes do LIS, nenhum faz
parte do Obscurity, apenas dois dos meninos que tocam comigo no LIS têm o mesmo
nome do Guitarrista do Obscurity, que é Evandro. Rsrsrsrsrsrsrsrsrs é muito
Evandro em minha vida!
Arena
Metal – Quer dizer então que o LIS em breve lançará um material? Este será
apenas com músicas próprias ou contará com cover na versão acústica? Márcia – Exatamente em 2012,
ainda não sei qual mês, mas espero que no primeiro semestre, e quantas as
músicas, principalmente versões, mas se pintar composição própria boa o
suficiente, quem sabe... não vou descartar, apesar da proposta inicial não ser
trabalhar músicas próprias, mas se nossa criatividade estiver aguçada o
suficiente...!
Arena
Metal – Criatividade de Evandro podemos com certeza esperar, pois o cara é um
grande músico. Como rolou esse seu envolvimento musical com ele? Márcia
– Qual deles? rsrsrsrsrs no LIS tenho
dois Evandros, o guitarrista que é Evandro Araújo ou Evandro Natividade que
também toca no Andrommeda?
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Arena Metal - kkkkk..... sim o Evandro Natividade que
tocava no Torment e hoje é do Andromenda. Márcia
– Através do Andrommeda mesmo, já dividimos palco, sempre admirei o trabalho
deles e já realizei um evento em 2006, o Female Vocals e convidei a banda pra
tocar, sempre tivemos contato e admiração mútua daí
resolvi chamá-lo para percussão e bateria.
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Arena
Metal – Por que fazer um projeto e não se dedicar mais a Obscurity Tears? Márcia – A Obscurity está
enfrentando problemas, teve dois desfalques recentemente, o baterista e o
guitarrista Evandro Andrade saíram da banda, então tá bem complicado para
continuar assim, não sei se vão retomar os trabalhos, estou no aguardo.
Arena
Metal – Você quando iniciou seu trabalho com a Empty Book, tinha ideia que
seria referência em vocal feminino, ou ao menos esperança em um dia ser
referência? Porque pra mim você é a vocalista de PE. [Márcia ficou toda sem graça
com a pergunta] e risos .... Márcia
– Rapaz, eu não sabia nem o que era metal, Ivan chegou aqui e pediu pra eu
cantar uma música, eu cantei uma música de Roxete (risos). No
outro dia ele trouxe o CD “Decipher” do After Forever e pediu pra eu cantar a
faixa 2, eu cantei e daí todos ficaram impressionados, daí começou tudo nem eu
mesma sabia que poderia cantar esse tipo de música, isso foi em 2003.
Arena
Metal – Se eu pudesse finalizar pedindo pra você cantar seria um diferencial
enorme para tecnologia, mas vou finalizar assim: Você pede uma música pra eu
colocar no nosso Programa Insana Harmonia e me responde a seguinte questão:
Você acredita que as bandas de Metal com vocal feminino vêm rompendo
preconceitos e quais você já encarou? Márcia – Primeiro eu
gostaria de agradecer e dizer que sempre fico feliz quando as pessoas me
reconhecem ou elogiam meu trabalho, eu sempre me emociono nos finais de shows quando
as pessoas vêm até mim, principalmente crianças, e também gostaria de parabenizá-los
pela força que vocês dão às bandas locais principalmente. A música que eu gostaria de
pedir é justamente a primeira música de metal que eu cantei, a música que foi
minha iniciação, Monolith of Doubt, faixa 2 do cd Decipher do After Forever.
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Quanto as bandas de vocal
feminino, realmente muitas barreiras foram rompidas, apesar de ainda existir
preconceito, mas eu não vejo muito isso por aqui, mesmo porque não existem
muitas bandas na nossa cena, infelizmente. Eu tenho um ótimo relacionamento com
os metaleiros locais, inclusive com o pessoal do peso! Death, Thrash e Black,
me respeitam, me cumprimentam e a
recíproca é verdadeira. Só lamento o espaço ser tão
pouco, quase nenhum convite e quase nenhuma estrutura para o estilo. Mas eu
sigo na batalha, na esperança de que isso mude um dia.
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www.myspace.com/obscuritytears
www.myspace.com/lightintheshadowspe
www.myspace.com/emptybookpe
(Por Hugo Veikon)
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