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RIVELINO MENDES (guitarrista)
Do Metal ao Jazz 'n Blues
Do Jazz'n Blues ao Metal
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Arena Metal:
Conte-nos o que realmente houve com você musicalmente desde o Carbonized até os
dias atuais?
Bem,
após o fim da banda eu continuei com música, e toquei vários estilos diferentes
dentro do rock, pop, com algo regional, entre outros estilos de metal, mas foi
pelo blues que eu me identifiquei bastante. Dei
aulas de guitarra durante 3 anos em uma escola de artes, e tocava em alguns
festivais, bares, undergrounds, enfim... A
Carbonized foi a banda que despertou em mim algo que só ouvia falar,
satisfação, um palco. Daí, eu não parei até hoje, e foi interessante tocar
outros estilos, conhecer outros palcos, outras formas de trabalhar arranjos e
tal. Toquei em festivais de música, festivais de Jazz e Blues, Festivais
Undergrounds, com públicos diferentes, músicos diferentes, sons, equipamento,
lugares diferentes, público que variou de 60 em bar a 60 mil em praça, porém
sempre dentro dessa área rock, blues, principalmente. Hoje,
mas que antes, estou começando a preparar algo novo a fazer, nova banda, ou uma
banda nova pra tocar.
Arena: No âmbito
Metal, você é um músico de grande referência, em seu Município. O que você
diria a uma pessoa que curte seus trabalhos antigos e te chamasse de traidor,
por você ter entrado também noutra linha, tipo o blues?
Que
o a última música e a última apresentação que fiz com o Blues também é um
trabalho antigo. E
que também há várias pessoas legais, muitos amigos que também curte e acompanha
meu trabalho blues onde já chegamos a “vender mesmo” em uma única apresentação
de 40 minutos 50 Cds da primeira demo, enquanto a banda tocava, isso é muito
bom pois mais de 50 pessoas ouvirá teu som quando chegar em casa, ou no dia
seguinte, entende?
Arena Metal: Por ter contato com você, sabemos que ainda
curte, como também ainda toca em algumas bandas de Metal. Quais bandas de Metal
pernambucano atual, você nos mencionaria por técnica musical?
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É
difícil falar pois há músicos bons na banda mas nem sempre a banda tem uma
desenvoltura técnica no geral, as coisas não casam bem, os arranjos e tal... Também
é difícil falar pois estou conhecendo muitas bandas novas e há um monte de
coisas ainda pra conhecer, porém há muita coisa interessante.
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Arena Metal:
Interessante que você é um músico de melodias, mas pelo que eu sei nunca tocou
uma linha Metal Melódico, por quê?
Toquei
em duas bandas, uma cover, onde fiz apenas uma apresentação pra um festival,
foi tipo um contrato mesmo, e tava montando com um amigo o vocalista Pedro da
banda STILL LIVING de Garanhuns algo tipo HEAVY chamada SHADOW ZONE, tínhamos
alguns sons, mas paramos. Não
gosto de melodias alegre, não consigo mesmo ouvir, acho que fazem uns 5 ou6
anos que não ouço um disco de heavy metal por completo, gosto do peso, Running
wild, Dio, Control Denid ... Gosto de melodias estranhas, menos mecânica como é
o heavy metal, gosto de melodia do Doom, Death, Jazz...
Arena Metal: Você diz
não curtir Melodias alegres, mas um elemento acústico você adicionaria em uma
de suas gravações de Metal um som de violão acústico?
Sim,
adoro violão de aço e sem dúvidas usaria até porque não é novidade, várias
bandas já usaram, e fica interessante, como um exemplo bem simples o Sepultura
na introdução de em Desperate cry (Arise), sem contar bandas como o Therion,
por exemplo, onde há elementos clássicos e folk, muito utilizado hoje nas
bandas de metal, OK?
Arena Metal: Na hora
de fazer uma abordagem de um Metal e um Jazz é muito diferente, como você
consegue discernir principalmente na hora de compor ou fazer uma improvisação?
O metal ele tem algumas escalas peculiares,
maior, menor melódica, diminuta e pentatônicas, não que não seja possível usar
outras mas, essas são da característica mesmo do rock em si, já o jazz te dar
maior liberdade para o improviso, fazendo assim o uso de várias escalas, modos,
harmonia, e modulação de tons sem contar em tempo, andamentos, divisões de
tempo pra quem toca bateria por exemplo.
Arena Metal: Para
você se tornar um guitarrista profissional de dois estilos tem que ter um
raciocínio rápido e criativo, acredito que tudo o que você improvisa passa
antes na sua cabeça. Qual você julgaria mais fácil para improvisar o Jazz ou
Metal?
O
Jazz te dar mais espaço, porém exige mais conhecimento musical, além da habilidade
em usá-la, já o metal por usar menos harmonias e escala que te deixa mais
preocupado com a técnica mesmo, acredito que extrapolando no improviso no metal
já se tornaria jazz de alguma forma.
Arena Metal: No sentido
de influências, o que você coloca pra rolar em casa, que talvez até te dê
inspiração para compor?
Ouço
muita coisa, Jazz, rock, blues, folk, country... entre outros sons e em seus
mais diferentes segmentos de cada estilo. E de certa forma tudo isso me inspira
pra compor, porém fico distante dos discos quando estou compondo, passo o tempo
com o instrumento procurando associar uma base com outra, com um riff, solo e
tal, analisando os tons e melodia de cada um e por ai vai.
Arena Metal: Qual
riff e solo você considera seu preferido?
Essa
pergunta é super difícil, pois quando se curte muita coisa diferente sempre tem
vários de cada estilo. Porém digo que também aprecio ótimas bases.
Arena Metal: Temos
visto nesses últimos tempo uma facilidade de comprar guitarras de modelos que
via-se apenas nas banda gringas, hoje tudo é mais fácil, você prefere qual? Por
que já te vi tocando com um simples modelo
Les Paul e fazendo barbaridades.
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Pois
é hoje há um mercado enorme de tudo, me impressiono com o de pedais e
amplificadores também, várias marcas, modelos, e sons, principalmente no
Brasil. E
também os modelos de guitarras principalmente pra turma do metal tem que ser
preta, com pontas e tal... massa, eu curto a strato, independente da marca, uma
guitarra pra se tocar tudo mesmo, do death metal ao blues, do pop ao jazz.
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Arena Metal: Afinação
ideial para tocar Metal, Mi, Re ou Dó (há quem use)?
Sim,
eu uso normal em Mi (E), porém estou
usando a 6ª corda baixa um tom ficando em Ré (D), as outras todas normais,
bandas como Exodus entre outras usam muito atualmente.
Arena Metal: Qual
riff e solo você desenvolveu que tem como seu preferido?
Gosto
muito do solo final da música Soul Blues, onde uso pentatônica, ligaduras,
brinco com o volume, delay, e foi de improviso na gravação fiquei bem a
vontade, e ficou bem comprido no final, fazendo um Fade aos poucos. Riff
talvez pela instiga no palco quando tocávamos eu curto o de The evil Dead.
Arena Metal: Agradeço
a entrevista e lamento a demora para marcamos esse encontro, pois já havíamos
marcado diversas vezes e adiado. Para finalizar, nos diga qual será o próximo
projeto que você irá compor?
Eu
que agradeço o respeito e a confiança do ARENA METAL e todos, sem dúvidas Detal
Metal e Blues são os estilos que gosto mesmo de tocar e de criar.
Abraço
a todos.
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