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ARENA
METAL: Uma curiosidade que tenho, até porque não vivi a época do nascimento da
banda, é em relação ao nome da banda. Existe algum motivo especial para você
nomear a banda como The Ax? Houve alguma influência ou alguma história a
respeito da escolha desse nome? THE
AX (Washington): Como toda banda, o batismo é sempre um problema. A princípio
chamamos de EXITER, por causa de uma música do KISS, mas já existia uma banda
Canadense com esse nome, por causa de uma música do JUDAS PRIEST. Colocamos
RESTOS MORTAIS, mas já existia uma em João Pessoa. Então, num belo dia,
cada um em sua casa, eu e o primeiro guitarrista da banda (Júnior) assistimos
um filme (O Machado Imortal) na televisão e no outro dia os dois chegaram com a
mesma sugestão - THE AX! Como na época havia bandas como SAXON, MANOWAR, entre
outras que falavam sobre bárbaros, achamos legal botar o nome da banda a mais
significativa arma dos bárbaros e com isso surgimos para decapitar os falsos
metais da época. kkkkkk!!!!!
ARENA
METAL: Você sempre foi um cara muito crítico em relação ao som da banda e aos
músicos com quem você já tocou. Houve alguma época em que você pensou em
desistir da banda devido a dificuldade de encontrar pessoas que entendessem as
características do The Ax? THE
AX (Washington): Meu... já. Teve um momento em que fiquei cansado, mas a música
foi mais forte e continuei persistindo. Até hoje as dificuldades são muitas mas
o metal está sempre em mutação e de repente aparece um bando de garotos
querendo fazer um som old school e são recrutados quando se precisa.
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ARENA
METAL: Sua transição do baixo para a guitarra foi algo planejado ou foi fruto
das diversas mudanças de formação ocorridas anteriormente?
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THE
AX (Washington): No inicio (long times ago), tínhamos 3 guitarristas e nenhum
baixista. Então fui para o baixo para podermos ter uma banda, que logo depois
virou um trio até hoje. Já fomos quinteto, quarteto mas sempre prevalece o
power trio. E, aproveitando o ensejo, em breve vocês terão uma grande surpresa
com a formação do The AX. Aguardem!!!
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ARENA
METAL: Durante essas mais de duas décadas de banda, você já presenciou várias
mudanças de mercado, mudanças de estilos, mudanças de comportamentos, mas tanto
você como o The Ax se mantém íntegros ao estilo proposto. Em algum momento você
sentiu a necessidade de se “adaptar” a algumas dessas mudanças? THE
AX (Washington): Não. Mas também não somos tapados neste sentido. Estamos
abertos ao novo, desde que não descaracterize nosso trabalho. Nós não queremos
soar datados e nem lembrar banda nenhuma.
ARENA
METAL: Antigamente a cena recifense contava com bandas de diversos estilos, que
vez ou outra tocavam juntas (Cambio Negro HC, Caco de Vidro, Arame Farpado).
Como era, por exemplo, dividir palco com bandas de outros estilos e ver uma platéia
tão heterogênea? THE
AX (Washington): Nós achávamos legal e até hoje dividimos palcos com muitos
estilos diferentes, principalmente em palcos da prefeitura.
ARENA
METAL: Mesmo sendo de estilos diferentes, sei que você tem amizades antigas com
músicos como Ony (ex-Arame Farpado e Faces do Subúrbio) e Canibal (Devotos).
Isso aconteceu devido a seu trabalho com o Bay Area Studio ou veio dessa época
que as bandas tinham mais aproximação? Como esses caras e outros viam e vêem o
trabalho do The Ax? THE
AX (Washington): DEVOTOS, ARAME FARPADO, CÂMBIO NEGRO HC junto com seus
respectivos músicos, que dividiram muitos shows conosco e a amizade permanece a
mesma até hoje. Quanto ao que acham do The AX? Na minha frente só ouço elogios.
Uma coisa que sempre prezamos foi o profissionalismo e isso na época
impressionava os outros caras das bandas. Era muito divertido e as roubadas que
nos metíamos então...
ARENA
METAL: Quais os momentos que você considera como os mais importantes durante
toda a trajetória do The Ax? THE
AX (Washington): Tocar para mais de 5000 no PE NO ROCK em 2002 foi
impressionante e o primeiro show fora do estado, em Aracaju, também foi
marcante.
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ARENA
METAL: A banda lançou em 2010 um material muito bem elaborado, que foi um CD
(Postcard From Hell) e um DVD (Live at Recife). Isto seria um material
comemorativo ou simplesmente algo já previsto pela banda? THE
AX (Washington): Com certeza. Previsto e bastante atrasado.
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ARENA
METAL: A The Ax vem gravando mais imagens em shows. O próximo stuff virá também
com um DVD? Se sim. Por quê? No “Live at Recife” houve algo que ainda não ficou
de agrado? THE
AX (Washington): Acho que não. O Live at Recife eu fiquei no escuro o tempo
todo, mas tá valendo como primeiro registro oficial.
ARENA
METAL: Quanto à estrutura de shows. Houve alguma melhoria? Tipo: Os
organizadores atualmente se preocupam mais com a aparelhagem do evento,
da acústica da casa, assistência a banda ou ainda não? THE
AX (Washington): A coisa toda, para funcionar bem, falta muito. Mas tenho
notado que as pessoas que estão se envolvendo com eventos tem melhorado e deixo
aqui meu recado: olhem pelas bandas, pois são elas que lhes proporcionarão uma
boa festa, então nada mais justo.
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ARENA
METAL: Você, como um cara antigo nesta cena undeground pernambucana, já viu
várias mudanças nesta cena. Cite algumas mudanças positivas e negativas.
Aproveite e deixe suas considerações finais. THE
AX (Washington): Positivas: Bomber Rock Bar, Arena Metal (que como produtores são
muito competentes), máquina do metal, as diversas bandas emergentes. Negativas:
as intrigas entre algumas bandas. Façam sua parte e vivam!!!! SIGAM
SEUS CAMINHOS E CORRAM ATRÁS DE SEUS OBJETIVOS. NINGUÉM PAGA SUAS CONTAS. BANGER
TILL DEATH!!!!! OBRIGADO
em nome do The AX!!!!!!
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