Banda: EROC

Categoria: DEATH/THRASH Metal

Ano: 2017

A narrativa inicial com sons de um monitor cardíaco do início de "Rumores do Caos" já mostram que o clima deste CD de estreia dos pernambucanos do EROC é nervoso. Intitulado "Filhos do Caos", bem que podia também se chamar "Filhos do Cão". Logo após o bip cardíaco decretar a morte, surge um som vivo, brutal e nítido durante pouco mais de meia hora de som. O que esses caras fizeram nessa gravação foi coisa de primeira linha. Detalhe: captação, mixagem e masterização foram feitas no LA Studio, com Lauro Alcântara, enquanto a produção ficou a cargo da própria banda.

A temática de "Indulgência" narra, de forma bem direta o que as religiões sabem fazer bem: prometer benefícios e perdões em troca de riquezas que embelezarão os templos, tudo verbalizado brutalmente por Eduardo Silva. A temática sobre religião volta posteriormente em "Missas Macabras". Na faixa "Desespero" os caras mesclam mais o som, inserindo partes de death brutal, thrash e crossover mais moderno. O peso continua em "Revolta", que tem direito a solo de baixo de Rodrigo Cirilo antes de um final arrastado e pesado.

Um ponto interessante do CD é que mesmo tendo um estilo híbrido e explorando bastante os riffs diretos, não vemos Almir Matoso com solos e firulas na guitarra nem Bruno Gomes exagerar na bateria. Ambos preenchem bem suas partes sem que demande muito virtuosismo.

Nas duas últimas faixas do CD, "Mutilação" e "Sentença de Morte", eles escancaram a caixa de ferramentas e exploram bem a veia mais death metal e encerram satisfatoriamente esse cd.

Se vocês curtem uma mistura de Sepultura da fase Chaos AD, Cannibal Corpse e pitadas de Lamb of God, não percam esse CD do EROC.

Cheers!!!!

(por Léo Quipapá)

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