Conto parte II ( Final)  por Krakum

 

Eduardo então entra no quarto, certifica se há chave para antiga fechadura. Para que em seguida se tranque.

Caminha lentamente em direção a cama, enquanto observava toda aquela velha pintura das paredes daquele ambiente mesmo estando ele em um quase escuro absoluto fecha seus olhos e aos abri-los tem a nítida impressão de ter visto um homem sentado no canto de sua cama depois do susto, adormece minutos mais tarde enquanto ao cair da madrugada Frank inicia o caminho de volta à cidade, em passos lentos, carregando em suas surradas botas o pequenino pedaço de um Jazigo com as iniciais de F.M.

Um estranho sorriso em seu rosto em seu rosto, com um saco preto em seus braços e o cheiro da morte, logo após o pôr do sol, Eduardo acordou suando frio coma sua respiração ofegante e com fortes dores estomacais, mal crônico, este que passou o sofrer devido alguns excessos de bebidas alcoólicas. Ele praticamente retira de seu bolso um medicamento em comprimido e o engole.

Fazendo parar este mal-estar.Quase assim por dizer instantaneamente, depois de algum tempo pensativo surgiu a idéia de visitar um amigo seu, de longa data.

Apesar de já estar a alguns anos sem contato como o mesmo, este amigo de Eduardo, achado Henrique, amizade de infância e sempre se deram muito bem e agora esta era a chance de vê-lo novamente levanto-se da cama. Sai do quarto e vai com certa pressa até o seu automóvel, que aparentemente  Gonçalves acabara de lavar.

Eduardo fala para Gonçalves: Vou fazer uma visita a um antigo amigo meu, em Esmeralda. Não estranhe se eu não aparecer pra o almoço.

Ele entra no carro e ultrapassa os portões da casa. Gonçalves retruca em voz baixa: Com certeza não estranharei.

Enquanto isso Eduardo ruma em direção a cidade de esmeralda, onde vive seu amigo Henrique, no entanto no meio do trajeto, surge um carro da polícia, obrigando-o parar no acostamento, o policial desce da viatura solicita documentos pessoais e do veículo. Eduardo pergunta se ouve algum problema, então o policial responde em voz alta: “Silêncio!”,o seu direito de falar é apenas responder minhas perguntas de forma clara e objetiva, fui claro? Indaga o policial.

Quando der repente fala o policial: O que há de tão pesado na bagagem deste carro, que fez com que a parte traseira rebaixasse? E como me explica estas gotas de sangue que pingam de lá? Eduardo responde: que gotas de sangue?

Então ouve um sonoro grito do policial que o pergunta se Eduardo é surdo. Como boa parte da estrada havia apenas mato, não havia ninguém para testemunhar tal fato e o policial diz: pegue a chave e abra. Apontando para a parte traseira do carro. Eduardo sai do carro com a chave e a então abre e a levanta. Eduardo não precisava ter uma ultima memória para reconhecer que o cadáver que estava em seu carro era justamente de Henrique, que seria a pessoa a qual ele iria visitar. Eduardo fala então: Mas como isso pode ser possível?

Claramente apavorado  então o policial as gargalhada lhe diz: você será recolhido a delegacia, seu infeliz. Enquanto tenta parar de rir.

Ao chegar a tal delegacia fica surpreso com a fisionomia do outro policial que olha bem nos olhos e o pergunta - o que acha disso tudo?

Ao ser colocado em uma sala escura, tendo apenas duas cadeiras e uma mesa. Ele fica sozinho durante algumas horas, quando entra nessa sala um senhor que logo identifica-se como Silveira e o pergunta se sabe que Frank é seu sobrinho? Silveira continua “há alguns anos, o Frank presenciou a morte de sua mãe. O que acabou por deixá-lo com um certo retardo mental. E assim por lei tivemos de ser solidário.

Agora serás trancado no porão. Eduardo tem seu celular quebrado e qualquer coisa que o pudesse comunicar com outro alguém. Tudo que fosse tecnologia foi tirado dele. Dias se passaram, enquanto Eduardo passava sede e fome, dentro daquele imundo buraco, quando não mais que subitamente acorda, e está sentado em sua poltrona no avião vários quilos mais magro e desidratado, enquanto grita por socorro, ao fechar seus olhos volta a ser um moribundo dentro de um cativeiro que falece com um ultimo suspiro curto e cortante.

                                                          FIM

(por Krakum)
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