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Após algumas horas de viagem
de avião finalmente o tão aguardado desembarque, apenas uma pessoa o esperava,
o responsável por zelar pelos poucos patrimônios da família daquela emergente
cidade interiorana.
Foram necessárias apenas
poucas pessoas até encontrar Gonçalves, o humilde zelador, que por ele
aguardava, porém após anos tomando conta especialmente da casa, o senhor Nestor
havia nele uma espécie de confiança inabalável.
Gonçalves, por sua vez,
tinha uma aparência castigada, devido ao tempo e que facilmente era percebido
que só tinha ultrapassado os 50 anos.
Seguiram os dois um pequeno
trajeto e trocaram pouquíssimas palavras,para ser mais exato: Oi, Boa tarde!
Entraram no carro e fizeram uma viagem tranqüila. Ao chegar a Grande Casa,
Matias (com o ela era conhecida pelos vizinhos mais próximos que se localizava
um pouco distante da casa).
Eduardo desce do carro e
olha para casa e recordando que praticamente havia esquecido os seus pequenos
detalhes, adentra a residência olhando os quadros deixados exatamente onde seu
pai havia os deixados.
“Como você consegue deixar
praticamente tudo nos mesmos lugares? E olhe que não tenho lá uma boa memória”
diz Eduardo sorrindo, enquanto Gançalves o responde: “Com a ajuda de meu único filho Franquelin,
mas se o senhor desejar pode chamá-lo de Frank”.
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Eduardo: Onde mora o Frank?
Gonçalves: logo ai!
Neste momento Gonçalves
aponta para um casebre.
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- O que o senhor acha de ir
lá chamá-lo? Diz Eduardo, com um grande sorriso no rosto.
Gonçalves com um pouco de
receio responde: “Creio que não será possível senhor, ele deve estar no
cemitério da Cidade de Esmeraldas – Cidade ao lado.”
Eduardo então senta-se em uma
das poltronas da sala e interrompe Gonçalves... então fala Eduardo: “Lamento você
perdeu algum ente querido?”
Mostrando estar ficando
irritado responde: “Não senhor, meu filho trabalha tanto nesta cidade, quanto
na outra cidade vizinha, como coveiro. Ele é conhecido nas redondezas como
Frank o coveiro. E me dê licença que se o senhor me permite tenho ainda algumas
coisas a fazer.
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Ao anoitecer, ambos fizeram
seus jantares em diferentes cômodos da casa, logo após a janta Eduardo sente
uma leve exaustão por todo corpo (deve ser por causa da viagem), pensava ele
enquanto caminhava em direção a um dos cômodos da casa e é observado por
Gonçalves que acabara de alimentar-se.
...continua...
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