|
Essa
aqui é uma sessão poeira, pois havíamos esquecido esse material antigo, encontrado
no baú de nossa fotógrafa Dezza Ganny, artefato este que representa toda a
história da única banda de Black Metal pernambucana desde a década de 90.
Aqui
falamos do "The Dance of the Satan's Bitch, um petardo que
colocou o Black Metal pernambucano na cena do Brasil e do mundo, e quem deu
esse ponta-pé foi a horda MALKUTH, nos idos dessa década, o "The Dance of the Satan's Bitch" foi o primeiro
Full-length da banda, lançado pela gravadora mineira Demise Records,do
conhecido Willson Jr. (horda in memorian).
O
CD inicia com a faixa que dá nome a obra, uma singela intro de 1’29’’, com
teclados fúnebres e tambores, em seguida um dos clássicos da banda “Canção em
Lua Negra de Averno”, uma das poucas músicas que a banda se arriscou a cantar
em português. A banda nesta faixa se preocupa incrivelmente em arranjos,
ouvi-se diversos arranjos de guitarra no background, talvez umas duas a três
guitarras e também teclados. No meio da faixa um solo que nos lembra um
clássico da música instrumental (Vôo de Ícaro), coincidência ou não, a melodia
é semelhante, mas aqui a Malkuth parte para o lado da harmonia depressiva. No final
dessa canção surge o vocal feminino na voz de Daniela Nightfall, vale também comentar de
Cyber Necro Daemon que assumirá os teclados.
Só
essa faixa comentada acima pagaria o álbum, mas como dizem que não julguemos um
artefato por uma única faixa, demos continuidade.
Logo,
o material traria apenas clássicos, desta vez do Demo Glory and Victory, de
1995, a faixa “Azimã: The Doctrinator of the Sexual Arts” mais uma faixa que
decorreria sobre o fator sexual, com uma atmosfera carregada em teclado com
efeito de chorus e riffs de guitarra que lembra a escola grega, elemento que sempre
acompanhou a Malkuth.
Em,
“Além dos Jardins Nosferáticos”, a banda mostrou mais um lado de exploração de
harmonias, do guitarrista Priest Vampyr Ashtaroth, um faixa curta, mas que transmite toda uma
depressão.
“Poderoso
Sangue de la Serpiente” é uma das faixas mais pesada do álbum, com ótima
colocação de vocais, com oscilações do tradicional vocal rasgado que pede o
Black Metal e um Gutural que dá o peso, mais uma colocação de vocal feminino,
uso de efeito de órgão nos teclado pra decair a levada da música, quando decai
mais ainda e é executada acordes acústicos, lembrando até mesmo a behemoth no
começo de carreira.
Mais
uma faixa de grande título, “The Great Black Goat God (The Lord of the Flies)”,
aqui é realmente a faixa mais pesada do stuff, mais exploração de velocidade no
caixa e bumbos da bateria de Maniac for War, mais uma vez oscilação de vocal.
Uma
faixa instrumental, “Drink your own Blood (Necromantical Desires...)” com um
som de violão, a banda coloca nas últimas faixas do material.
De
forma bem diferente a banda inicia a faixa “Under Delight of the Black Candle”,
pois aqui quem começa a cantar é Daniela Nightfall, seguindo a melodia guia do
teclado. Então a essência da perversidade toma espaço, seria o vocal de Nightfall
predominando transmitindo um sentimento perverso e a banda torna a usar levadas
mais rápidas tanto de guitarra, quanto na batera. Uma forte exploração de harmônicas
de guitarra, algo bem típico do Black Metal grego.
Hora
de encerrar o álbum e pra quem não conhece esse material, ele foi finalizado ao
som de um órgão bastante fúnebre, para poder dar toda essência da reverência a
Onipotência do Black Metal, a faixa é “Reverência ao Bode (Outro)”, precisa
falar mais alguma coisa? Se precisar, compre essa raridade onde você ver - onde
você estiver - pelo valor que tiver - para poder ouvir Daniela Nightfall
dizendo com todo louvor a essência do Black Metal, como tudo deveria ter sido
mantido. Infelizmente alguns não entenderam, ou não quiseram entender e foram
modificando. Black Metal é Moral e Honra!
(por Hugo Veikon)
|