|
Oriunda de Caruaru, a banda PERPÉTUO
INSIGNE vem explorando um segmento do Heavy Metal bastante admirado por alguns,
porém não tanto por bandas (músicos). Qual o mistério? Talvez por ser difícil
de executar ao vivo, o que foi feito em estúdio. Reunir tantas participações ou
divisões de instrumentos, quando apenas um integrante o faz em estúdio.
Pois bem, a Perpétuo Insigne
ao vivo conta com Playback, como suporte, em algumas dessas participações.
Instrumentos esses que o vocalista Henrique gravou.
Vamos às músicas.
“Cantochão” é a primeira faixa, e eles quem resenham esta no encarte deste
petardo: “O Cantochão é a música mais antiga que conhecemos, tanto sacra como
profana, era feita de uma única melodia, sem acompanhamento”.
“Sublevação”, daqui pra
frente eu resenho, e segue a linha do Épico Heavy Metal, Blind Guardian é uma
boa referência, porém vou frisar que a voz de Henrique lembra bastante Geddy
Lee (Rush). Chegando ao meio da faixa somos enfeitiçados por harmonias egípcias
e assim a banda segue explorando elementos.
Em, “Fúria”(3),
“Venceremos”(5) e “Trevas”(7) ouvimos flauta doce violão
e violino , instrumentos que mencionei que seriam complexo se apresentar ao
vivo, visto que o vocalista os tocam nesta gravação, ainda o mesmo tem diversas
explorações de voz por entre baixo, barítono e soprano. Em “Trevas” a música (letra) é
repetida do meio ao final, porém desta reprise a banda resolve cantar em
Inglês.
A filosófica “Antes e
Depois” causa maior impacto por suas escritas, como se a natureza promovesse a
vida, talvez até mesmo a humana, e a natureza humana egoísta promovesse a
destruição total. Simplesmente interessante.
A mais pesada em termos de
palhetadas é “Slavery”, e também única faixa totalmente em inglês, eu
classificaria a faixa mais Heavy Metal deste CD. Certos pontos da música de tão
progressiva chega lembrar a Pain of Salvation, que costuma fazer
experimentações.
O material encerra com riffs
fieis ao Heavy, e a faixa é a “O Deserto e suas Maravilhas Arquitetônicas”, a
banda mostrou que o Heavy Metal pode ser executado em português, pois muitas
partes dependem mesmo de como as letras se encaixam e esta faixa, em termos de
letras, me fez um ‘trip’ e lembrar até mesmo de Augusto dos Anjos, para
quem gosta de Heavy Metal nesta linha melódica e explorações de técnicas em
ritmos e harmonias, essa banda pode chamar sua atenção.
Para concluir, o material
foi prensado na Zona Franca de Manaus e se vocês que se interessou pela banda
vale a pena por tudo, qualidade musical e as 8 páginas com letras, fotos, e
todas as explicações que podem explanar todas as suas dúvidas que integram o CD
“A New Cliché”.
Myspace
(por Hugo Veikon)
|