|
Como todos os bangers
sabem, shows underground na cidade são extremamente importantes e sem eles
sentiríamos um enorme vazio em nossas almas.
A iniciativa que, na
maioria das vezes, os produtores tomam para organizar um evento é realmente
digna de muita admiração. Muitas das vezes eles estão sós, sem verbas para
investir, com pouco (ou até sem nenhum) apoio, enfrentam tudo e metem a cara,
mesmo sabendo que o trabalho pode não surtir tanto efeito positivo quanto o
esperado.
São com estas
palavras que inicio esta resenha do 1º
Metaleiros PE Festival, que se fez presente, firme e forte, na
noite do dia 09 de outubro de 2010.
O festival foi criado
em prol de reunir os bangers para festejar o aniversário da comunidade do Orkut
mais acessada pelos ditos “cyberbangers”. Também visou reunir vários
estilos dentro do metal, com bandas que iam desde o Hard, Thrash, Melodic Death
até ao Death puro e cru.
Esperava-se, como
sempre, que uma boa quantidade de público comparecesse mas, infelizmente, não
foi bem assim.
.jpg) |
O festival reuniu 5
bandas de metal da região e de grande prestígio. Tendo como horário previsto de
iniciar às 21:00h, começou com o já conhecido atraso às 23:40h. Mesmo as bandas
cientes da notícia de que as apresentações seguiriam sem um mesário ou alguém
especializado de fato no assunto e também que não teriam condições suficientes
para se apresentarem no evento, as bandas seguiram em frente, apresentando-se
normalmente sem deixar o pequeno público na mão e agiram como se não estivesse
ocorrendo nenhum empecilho para que pensassem em desistir.
|
A primeira banda a
subir no palco foi a Kriver,
esbanjando talento e garra, detonando um Hard/Heavy de primeira. Iniciam a
apresentação com “Toxic Blood”,
na qual destacou-se muito bem os belos vocais do Jahyr. Naquele momento o som
do contrabaixo estava muito alto e o da guitarra bastante baixo. Deram sequência com “Dirty Thought” e ”Whore Love”. Em ambas notaram-se
interferências nos microfones, tanto do vocal principal quanto no backing,
porém vale destacar que as músicas possuem fortes e belos arranjos e solos.
.JPG)
Chega o
momento cover com “Fool
For You” do Whitesnake,
com uma ótima presença de palco. Foi dada uma pausa breve para
apresentação dos integrantes e logo partem para a 5a música “What is That” seguida
de “On The Highway”,
uma música mais rápida e com um pouco mais de peso. Houve um pequeno
desencontro no início da apresentação, mas normalizou-se rapidamente. Em um
determinando momento a alça da guitarra de um dos músicos cai, mas o fato não
interferiu na apresentação pois Washington (The Ax) prestou auxílio. Nesta mesma
apresentação notaram-se fortes falhas no som do contrabaixo, que alternou
bruscamente entre alto demais e baixo demais. Esta falha estava tão clara que a
apresentação teve de ser interrompida para verificar se a falha era no próprio
baixo ou no amplificador. Este procedimento levou cerca de 6 minutos sendo
trocado o cabo do mesmo.
Nunca presenciei
tantos acidentes numa só música, deixando claro que a culpa não foi de nenhum
dos integrantes ou do Ozzy (produtor) e sim de quem cedeu o som, deixando para
nós uma visão de pura irresponsabilidade. Fica o pedido, em nome dos bangers
presentes na noite, que na próxima edição do evento não contrate-o novamente.
Pois bem... Dando
continuidade, os mesmo retornam pedindo desculpas ao público pela falha no
equipamento e passam para a próxima música não finalizando “On the Highway”, e
tocando ”I Have to Get
Out” e “Demonico”,
uma música recente.
Finalizando com o
cover do Mr Big “Daddy,
Brother, Lover, Little Boy”, melhor apresentação da banda tendo
como surpresa final para o público, cerca de 1minuto de solo tocada numa
espécie de furadeira mecânica. Apresentaram-se cerca de 40minutos.
A segunda banda a
subir no palco foi a Inner
Demons Rise, por volta das 00:45h. Iniciaram a introdução, que
soa em um ar medieval. Estive ciente que a banda iria, neste evento, executar músicas
novas e por gostar do trabalho inovador da banda não isentei minha curiosidade
de presenciar a apresentação. Dou-me de cara com
uma delas: “I See Evil, I See Lies”, com uma bela pitada de
originalidade na apresentação ouviu-se pouquíssimas vezes o som do baixo. Praticamente
podemos julgar que a música foi executada sem o mesmo.
|
Em seguida tivemos
mais um trabalho recém-pronto: “Children’s Sight”. Nesta apresentação o
baixo melhorou bastante, ajustando-se as guitarras. Só não ficou perfeito por
conta de algumas interferências no microfone.Prosseguem com duas
músicas já conhecidas presentes na Demo Drachenorden: “The Storm”,
em que são notados os ótimos pedais que ficam por conta do Osvaldo Magno e “My
Destiny”, iniciada com belos solos seguidos de muito peso. Notou-se
durante essa música que Paulo André (Guitarra) estava tocando bem próximo ao
caixa de onde saía o som de sua guitarra. Por conta disto, pedia-se retorno
para que o mesmo tivesse noção das notas executadas.
|
.jpg)
|
E vem à tona a “Witchcraft”,
outra música nova deixando explícito de que há muita novidade ainda estava por
vir. Ela foi executada com o som do baixo excelente, principalmente em
determinada parte da música quando os instrumentos se calam e apenas o baixo
mostra fortemente sua presença. Deram sequência com “Mina
(The Curses Rise)”, iniciada com belos riffs contendo também bons solos e
um vocal bem agressivo. Pode-se dizer que esta música teve uma boa execução,
lógico que se o som da noite tivesse ajudado teria sido bem melhor. Seguem o set com mais
uma música nova e esperada, a ”Men’s Justice”, música
"pesadaça" executada com bons vocais, baixo e guitarras e com direito
a uma boa estraçalhada na bateria.
|
Conseguindo um bom
retorno do público com as músicas executadas, completaram e fecharam a noite
com “Lucy”,
em que precisou ser parada a apresentação inicialmente para ajustes nos pedais
da guitarra, melhorando bastante nos momentos dos solos. O baixo e a bateria
também não ficaram por menos e uma faixam, também já conhecida, “Mr Reinfield”, tendo
boa presença do backing. Uma interrompida de leve já programada, para
agradecimento ao público, e continuam, finalizando a apresentação em um belo
vocal rasgado.
|
.JPG)
|
Apesar do que, até o
presente momento, estava ocorrendo com as bandas. O Inner Demons Rise fez uma
bela apresentação, passando bastante tranquilidade ao público.
A banda que veio em
seguida é uma nas quais tenho orgulho de fazer meus comentários. Estou falando
da The Ax. Em mais uma cansativa
espera de 30 minutos, iniciam sua apresentação. A banda subiu ao
palco em uma formação recente, executando em sua maioria músicas do cd recém
lançado, Postcard From Hell.
|

|
Em uma ótima presença
de palco, iniciam o cast com a ”The Prince Of Betrayal”, música bastante
veloz destacando-se os ótimos bumbos mas onde notou-se um leve desencontro
inicial no instrumental. Executaram em seguida
a “Cross Out Of The Book”, “You Had a Life” e “New” (para
quem gosta de músicas com introduções mais longas essa faixa é uma boa pedida).
Nesta hora foi pedido mais retorno para todos os instrumentos e notada também
falhas no microfone. Continuaram o set com
“Requint Of Cruelty” na qual o vocal já se encontrava bastante saturado.
|
Na “Meannes” o
microfone principal foi trocado, como era esperado, mas em “Legal Rapes”
(cover do Unleashed), viu-se que a troca não fez diferença alguma, permanecendo
os vocais falhos. Nesta mesma apresentação o cabo do microfone ligado a bateria
se soltou tendo que ser interrompida a apresentação para encaixe do mesmo.
Dão sequência com “All
Tolerance” em uma bela introdução e “Estigma
(Generation)”, na qual o som
seguiu com uma boa melhora. O momento cover da noite ficou com “Crucificados
pelo sistema” do RDP.
Não tive do que reclamar, tirando o som do microfone que permanecia abafado. Nesta
apresentação os bangers foram ao delírio.
.JPG)
Antes de finalizar, o
set contou com “To Grave Digger’s”, apenas no instrumental e em bom som,
até porque naquele momento o que vinha mais atrapalhando era o microfone
principal. Tivemos também, para fechar o set, “The Crematorium Waits For Us”,
na qual ainda foi feita mais uma troca (desta vez no cabo do microfone) para
melhoria nos vocais, mas não obteve sucesso. Os músicos finalizaram sua
apresentação que durou cerca de 40 minutos.
|
.JPG)
|
A vez agora é de uma
banda que já tem história no metal Pernambucano. Eis que é chegada a hora da Dark
Vision se apresentar.Executaram de
primeira “Creed” seguida de “Malediction” (na qual não foi
possível ouvir o som do baixo). Seguem com mais uma música própria “His
Jealousy Increase My Ego”, em que foi destaque o bom vocal e a boa pegada
da bateria. Continuam o set com “Symptons Of Fear”, música destruidora (para
mim a melhor da banda na noite, por ter sido a que menos apresentou problemas),
com ótimos pedais e ótima participação do baixo.
|
Logo após deram sequência
numa série de covers do Testament, uma das influências da banda. Executaram
”Into The Pit” (em que foi parada a apresentação para ajustes na bateria
e por conta desta pausa não foi finalizada), “The New Order” e “Disciples
Of the Watch”.
Finalizando com “The
Preacher”, que devido alguns erros iniciais teve de ser reiniciada mas
seguiu com interferências nos vocais e o som da guitarra baixa. Finalizam a
apresentação às 04:00h.
|
A última banda foi
mais uma das que, se o público tivesse marcado presença, teria sido uma
Destruição Total! Às 04:25h a
Subinfected entrou em ação, dando início a sua introdução ao som de fogo em
chamas e começam uma verdadeira aula de Death Metal. Executam músicas como
a “This is the Way”, com riffs matadores e um poderoso vocal, ”Disciple
Of Atrocity”,
|
.JPG)
|
em que é notada uma puta presença de palco (mas os
instrumentos tais como guitarras, baixo e a parte da microfonia não ajudaram) e
a nova “Ancient Problems”, em que a banda anuncia a volta e desta vez
para ficar! Apesar do som não
ajudar, a banda fez o que pôde em sua apresentação.
.JPG) |
Executaram também “Surtophobia”,
em que o som do microfone falhou de vez. Pois é, o som, que no início de todas
as apresentações já estava ruim, no final não poderia ser diferente. A banda
praticamente teve de se apresentar apenas no instrumental. Seguiram o set com “Necrotic
Cannibal”, “Paradise”, ”Shot” e fecharam com “Bio
Holocaust”. Realmente não só a
Subinfected como todas as bandas participantes do evento, mereciam um público
melhor.Chegou ao fim as
apresentações e o evento, exatamente às 05:00h.
Todas as bandas deram
seu melhor. Todas são orgulhos para o metal Pernambucano, mas, infelizmente,
raramente tem-se um som a altura das mesmas. O que aconteceu na noite do dia 09
de outubro sirva de experiência e amadurecimento não só para as bandas, mas
também para a produção do evento.
|
O Arena Metal PE
agradece a todos que se mostraram presente e apoiaram o evento, parabenizamos
todas as bandas da noite e agradecemos em especial ao Ozzy que produziu o
evento, parabéns pela tua coragem!
E que venham não só a
2º, mas como também a 10º, a 20º edição do evento!
|