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[ Não será comentando nesta
resenha sobre a apresentação das bandas: The Mullet
Monster Mafia - Agent Orange – Varukers, pois este site comenta apenas sobre o
Metal, então preferimos não fazer comentários sobre essas bandas.
18ª edição do Abril Pro Rock
(APR), realizado na noite de 16 de abril de 2010 (sexta-feira). Com alguns
indivíduos vestidos de preto em frente ao Centro de Convenções, local escolhido
após muitas decisões. O Tradicional festival é conhecido nacionalmente, por sua
quantidade de dias e por sua variedade de estilos abrangentes do som
alternativo.
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Abriu-se os portões as 20h,
pontualmente, e a primeira apresentação começou as 20h30. A banda foi a INNER
DEMONS RISE, com seu Death Melódico, os pernambucanos já tão conhecidos por
atuar bastante, nos últimos tempos, nos palcos da capital, Recife.
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A banda teve
um curto set, mas uma oportunidade de mostrar seu material a um público
diferente, esse não tão underground como estamos acostumados a resenhar aqui, esse
público ficou mais a assistir a apresentação, talvez guardando energias para o
que estava por vir, a banda detonou músicas de seu único demo - Drachenorden - ainda
apresentaram uma música que não contém em seu material independentemente
lançado. Boa apresentação, afinal primeira vez que a Inner Demons Rise toca no
APR.
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Sem intervalo algum, a ALKYMENIA,
banda de Thrash Metal de Caruaru, sobe ao palco com toda energia e empolgação,
a banda agita de “cara”, o baixista/vocalista, Lalo, fala um pouco sobre a
filosofia de suas letras e detona, continua o set list da banda, assim,
abriu-se a primeira roda do show. O trio mostra que não veio pra deixar o show
esfriar e coloca fogo na roda mais uma vez, praticamente todos bangearam com
seus braços erguidos. Mais uma música de seu único material lançado, a banda
conseguiu arrancar acompanhamento de alguns bangers, mas uma falha técnica no
som da guitarra tira a energia do público e causa preocupação do guitarrista, Sandro
Silva, pois é, pensei que tipo de problemas como esse só em show de pequeno
porte, mas a banda pra não deixar o calor esfriar, faz o baterista Dennis,
tocar com baquetas de fogo, literalmente, era hora de todos presenciarem a
banda, e os bangers baterem cabeça, e o fogo aceso na baqueta de Dennis. Assim
acaba a apresentação da Alkymenia.
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Quando subitamente ouve-se
uma metralhadora, o som era os bumbos de Caio, baterista da banda
CLAUSTROFOBIA, os maloqueiros de São Paulo, que tocavam pela primeira vez nesta
Capital, por incrível que pareça eles com tantos anos de existência nunca tinham
recebido um convite pra tocar no Recife, mas o APR abriu essa oportunidade.
Marcus, vocalista, ao iniciar o show disse que não sabia se todos ouviram falar
deles, mas que eles, sem dúvida, já ouviram falar desse público.
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Prometeram
destruir o local, e não demorou muito para a primeira música abrir uma roda de
aproximadamente 7 metros. A banda garantiu a empolgação dos bangers no decorrer
de toda apresentação, mas o que eles talvez não soubessem era que muitos sabiam
as músicas do seu famoso álbum “Thrash”, set que predominou. A banda não parava
pra ninguém respirar, tocaram algumas faixas do novo “I See Red”, recentemente
lançado e mais pesado. A Claustrofobia parecia ter pressa pra executar as
músicas selecionadas.
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Marcus não queria falar muito, ele queria era tocar e ver
destruição nas rodas, Uma apresentação de aproximadamente 40min. Foi o
suficiente pra promessas futuras da banda aqui neste estado.
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EMINENCE, banda de Minas
Gerais, mas essa banda dispensa apresentação, afinal já tocaram por essas
terras há algum tempo. A banda vem com apresentar seu Thrash, na minha opinião
um tanto quanto moderno (atual), apesar que algumas músicas eu apontaria como
Thrash e outras New Metal. Eles nos apresentaram, no decorrer de seu set, mais
faixas do álbum “The God of Mistakes”, o vocalista, Bruno Paraguay, fez o
pessoal manter o pique na roda. Alguns, talvez, já tomados pelo o álcool
iniciaram a primeira briga por entre os jovens “bangers”. A banda sem muitas
palavras, mas com intervalos enormes de uma música para outra conseguiu dar a
energia necessária ao evento.
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Um palco se apaga e outro se
acende, no APR é assim, dois palcos muito bem sincronizados e os pernambucanos
da banda TERRA PRIMA, do Recife, aparecem com uma chamada de som regional, mas
na verdade vinha mostrar seu Heavy Metal melódico. O público ficou mais atento
a técnica musical da banda. Eles aproveitaram a oportunidade para voltar as
atividades em palco, pois estavam sumidos, mas agora lançando seu novo material
“And Life Begins”, para quem conhece o som da banda curtiu todas as faixas,
pois a qualidade sonora não deixou a desejar e a colocação da banda ajudou
bastante, sem falar que a banda é de casa. Pra fechar a apresentação da banda,
tocaram um cover da Black Sabbath (NIB).
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Agora a vez da banda de Punk/Thrash
mais velha do Brasil, em atividade, RATOS DE PORÃO, na verdade a banda consegue
misturar e cativar o público que normalmente tem atrito - os Headbanger e os
Punks. João gordo tava irônico, tirando onda sexualmente. A roda de polga foi a
maior da noite, até o vocalista se assustou dizendo que estava ventando até em
cima do palco.
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Jão, guitarrista, tava numa instiga que não acabava mais, nos
intervalos de algumas músicas fazendo palhinhas de blues, alguns outros
arranjos. Uma atitude punk e hilária não poderia passar em branco aqui, um
cidadão usou (ativou) um extintor de incêndio e saiu correndo no meio da roda
de polga, esse cara será sempre lembrado pra sempre do APR 2010. Bem, a banda
tava pra tocar os clássicos de sua história, e não poderia falta: “Aids, Pop,
Repressão” – “Crocodila” – “Plano Furado” – “Crucificados Pelo Sistema” – “John
Travota” – “Sofrer” – “Igreja Universal”...entre outras.
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A vez da atração inglesa, BLAZE
BAYLEY que
entrou com uma camisa da seleção brasileira, algo que muitos cantores gringos
têm mania de fazer. Ele estava com uma aparência melhor do que sua última
visita nesta capital, a qualidade sonora do show de sua banda estava perfeita,
uma equalização impecável, o vocal dele como de sempre: nada tão incrível, nada
tão péssimo, também nada que mereça ser considerado uma lenda viva. Afinal só
está onde está pela banda que o revelou (Iron).
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Blaze está em divulgação ainda
de seu mais novo álbum “Promisse and Terror”, comentou sobre os sentimentos que
esse trabalho dele tenta transmitir, sobre verdade da vida, ele se referia a
música que estava por vim a “Letting Go
of the World”, acredito que talvez uma experiência pessoa do artista. Embora
eles estejam ainda divulgando esse novo material, o público já sabia cantar
algumas faixas (sinal que o download faz efeito), mas o CD que ainda conseguiu
arrancar acompanhamento geral dos bangers, foi faixas do seu primeiro álbum
solo – The Man Who Would Not Die – ou cover do Iron.
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Para quem prestou atenção,
o violento cantou reagiu de forma estranha ao ser acompanhado. Incansáveis
chamadas de levantadas de braços já estavam me irritando. Bem agora descobrimos
como fazer com que os bangers que assistem aos shows descruzem os braços, basta
chamar que todos levantam, pelo menos essa tática serviu com Blaze, ou será que
foi simplesmente porque foi Blaze?
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Cansados de uma maratona de massacre, todos
comentam e ficam na esperança de 2011 o APR trazer mais bandas com boas
qualidades, como foi 2010.
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