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Mais uma noite de
underground, um show promovido pela a produtora Julia da Recife Underground
Scene, loucura começando pelo preço do ingresso, na casa de show armazém 14,
por R$ 5,00. Com as bandas: 7 Dias
de Massacre, Inner Demons Rise, Pysch Acid, Bonebreaker e Equillibrium.
Programado para comprar
começar às 22h, mas devido a pequena quantidade de bangers concentrada na
frente do local iniciou com uma hora de atraso – compreensível.
O show prometia lapada com o
nome de uma de grind com thrash core chamada 7 DIAS DE MASSACRE, a banda
composta por 4 insanos que estranhamente vestidos de branco. Os caras
transmitiam fúria no som e nas expressões faciais. A banda é boa, mas pode
melhorar. O gás da banda era a fúria do vocalista que gritava desesperadamente
com suas letras que refletem justamente o que expressa a ideologia grind,
músicas como as: Impulso assassino; Reflexo Torto; Vermes; Coma Merda; Pacto
Vazio – dentre outras, pois a banda nessa noite detonou 17 faixas,
aparentemente você pensaria que foi demorado, mas se você sabe o que é grind
vai saber que não demora, as faixas normalmente entre 2 a 3 minutos. Para o
primeiro show da banda, foi de bom tamanho, mas como já disse, pode melhorar.
Mais uma banda a fazer parte do grupo da Recife Undeground Scene.

A próxima banda a tocar foi
a INNER DEMONS RISE, banda que em meu ponto de vista não classificaria como
Death Melódico, mas sim de uma mistura de Heavy com Death, que não resultaria
em Melódico, resultaria em um som moderno. Eles aproveitaram a oportunidade
para lançar seu primeiro material, composto com CD e DVD. Mas vamos ao que eles
fizeram nessa noite. Os caras subiram ao palco com uma pouco de demora para
montar as coisas e passar o som, causando assim uma impaciência ao público.
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Eles começaram com uma intro todos parados em seus devidos lugares, em luz
baixa, ritual também realizado pela baiana HeadHunter DC, após sua intro duas
músicas de seu material de lançamento, músicas muito bem elaboradas por esses
dinossauros do Metal Pernambucano, duas guitarras bem entrosadas e o destaque
seria o guitarrista Miguel, que preenche as músicas com diversos arranjos,
embora também o guitarrista Paulo André faça a maioria dos solos, hora de
mostrar as influências da banda
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. Eles convidam um amigo, o vocalista Wilfred
(da banda Cruor), para acompanhá-los na cover da Paradise Lost, onde deu um tom
mais afinado e relação a vocal, nesta o dueto do vocal Alcides da Inner Demons
Rise com o vocal de Wilfred (que casou perfeitamente a música escolhida).

Eles
ficaram intercalando músicas próprias e cover, então convidam Jorgão Bulldog
(Oddium) para cantarem juntos uma faixa da banda, e depois mais um cover a “Among
two Storms” (Rotting Christ), mas uma própria e um cover a Black Sabbath, desta
vez no vocal o baixista da banda, Magno. Algumas trocas de caricias (em
palavras) dos músicos com determinados amigos abaixo do palco termina a
apresentação da banda.

A volta da caruaruense PYSCH
ACID foi aqui no Recife, também uma certa demora para montar seus instrumentos,
a banda começa, alguns bangers procuraram o vocalista e não o viram, quando se
percebe que quem canta é o próprio baterista, Nado. A empolgação do baixista da
banda com seu baixo rabo de peixe muito frenético, transmite a adrenalina dos
bangers em baixo que abriram rodas pelas levadas da músicas, do lado esquerdo
do palco a banda contava com um músico de suporte da Killer (banda de Thrash
Metal de Lajedo), do lado direito o guitarrista fixo da banda.

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Com o set lis
curto a banda toca suas músicas do antigo demo e um cover da Slayer, mais
algumas músicas próprias e fim de apresentação. Acho que se esperava mais músicas,
mas foi de bom tamanho, a banda está de parabéns pela sua volta, esperamos
agora um novo lançamento.
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Thrash Metal na cabeça e nos
ossos esmagados, era a vez da BONEBREAKER banda da capital pernambucana, que
contava com o guitarrista Nicholas da RIP Solder, a noite estava foda, todas as
bandas demoraram pra montar seu som, com a Bonebreaker não foi diferente. Após
alguns ajustes o vocalista Pedro avisa a desgraça, embora já se passasse pouco
mais das 3h da madruga alguns defuntos ainda bangearam e não deixaram a banda
fria. Isso é que é união. A banda tocou de início músicas de seu ultimo demo (The
Hendonist way of Being) e mesclaram com faixas da Debut demo Thrash Metal
Alcoólico, a banda com um visual totalmente Thrash Metal e no peito de Lael,
baixista, o escudo de seu time. O cover da Bonebreaker não poderia ser de menos
Agent Orange (Sodom), a banda finaliza a noite.

Bem, a surpresa seria a
participação da banda EQUILLIBRIUM, tampando o furo que a banda de Garanhuns
deu, o que classificaríamos de Fuleragem. A banda aceitou participar de última
hora e terminou se prejudicando, pois na hora não rolou, devido a problemas com
aparelhagem. Parabéns a banda EQUILLIBRIUM que se garantiu e não saiu chateada.
Vou aqui apontar um tópico
negativo. * bandas - precisam ser mais unidas, quem tocou vai embora e quem não
tocou normalmente não assiste quem está tocando. * bangers – precisam dar valor
aos shows realizados, quando se tem show não vai, quando não se tem critica. Já
não estou mais entendendo o que é underground, sem união de bandas e de
bangers.
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