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Agosto parece ser o mês
ideal à curtição de Metal, tanto para ir a shows, quanto para lançamentos e
enfim, os ventos parecem favorecer, foi assim que quem compareceu, ao menos na
frente – como de costume – pode conferir, que a noite não estava de chuva, mas
sim de fortes ventos.
Outro costume, também para
organização de eventos, é não começar pontualmente, mas isso todos os
freqüentadores também já estão acostumados.
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O Unholy Metal Fest II foi
descabaçado com a Headslaughter (do município de paulista), esta com um forte Gore,
composta por três insanos no palco, pois seu baixista não pode comparece. A
velocidade do baterista Douglas era ensurdecedora, seu caixa de bateria que
apitava a cada speed que ele destruía, nas 6 cordas, o único guitarrista sujou
bem as faixas próprias da Headslaughter, com poucos intervalos de uma música
para outra a banda parecia querer instigar a cada momento. A loucura era
aparente no rosto, as atitudes do vocal da Headslaughter e quando o sujeito
bateu no peito, o cover consagrou a banda – Napalm Death – obviamente abriu-se
uma roda aos instigados.
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Worms foi a seguinte da
noite, essa banda, de Olinda, teve uma evolução bastante notável em relação a
sua última aparição por esses palcos na capital pernambucana. Uma coesão de som
sujo como o próprio nome da banda soa, um gore / grind, com nuanças Death,
apesar da decaída de equalização sonora, pois quase não se ouvia o baixo. Eles
mantiveram uma postura de quem estavam bem ensaiados, fortes palhetadas apesar
de repetitivas. O ponto negativo seria o intervalo muito longo entre uma música
e outra a ser executada e até agora me pergunto: por que a menção da palavra
“Ronaldo” no palco? O sentido saiu do contexto.
Quando sobe ao palco o
vocalista Leo (que parece ser um dos últimos a integrar na banda), foi
comentado abaixo do palco: “A desgraça estar feita”. Era a Antropofagia, de
Paulista. Eles dizem ter influência de slayer, isso não quer dizer que soem
como tal, porque não tem nada a ver. Os
caras tocam um Crust / Grind Pesado de qualidade.
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A banda tem um entrosamento
excelente, a qualidade sonora da aparelhagem da casa não ajudava, porém também
não prejudicou a banda em momento algum, um som travado, com speed do baterista
Augusto e Léo, esses dois já têm um entrosamento das antigas. A galera em baixo
ficou mais a apreciar a presença de palco da banda, que particularmente foi a melhor
apresentação da noite. As faixas e frases citadas por Léo – que parecia estar
possesso – a frase mais marcante dita por ele foi a: “Viva a Ma**nha!”. A
Antropofagia tem mais que aparecer mais na cena, pois uma banda com um potencial
desse conquistará, sem dúvida, os bangers de uma forma geral. Banda completa.
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A atração da noite, para
muitos seria a Sodoma (PB), com uma demora enorme, por motivo de passagem de
som na hora, que isso não soa profissional, a banda sobe ao palco com uma
dificuldade de entrosamento enorme, aparentemente. No palco o vocalista, após 4
música executada, resolve deixar o palco, mas o público pede a volta... e eles
voltam, a desculpa seria a aparelhagem que estava prejudicando o desempenho profissional
da banda. Cada um tem suas dificuldades, mas após isso, eles deram continuidade
ao som já conhecido por alguns bangers pernambucano.
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A quinta banda da noite seria
a Project 666, que parecia também querer demorar, o baterista aproveitando pra
dar seu esquente, mas foi um pouco mais rápido. A banda parece ter tido um
progresso, e está seguindo uma linha de som, como eles mesmo dizem, resumido de
Metal.
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Mas toda banda que quer misturar todas as linhas de Metal soam um tanto quanto moderno - que eu não chamaria de New Metal o que eles fazem - Mas a
Project 666 está com um perfil bem encorpado, um som bastante coeso, sem falar
a dedicatória a um de nossos colaboradores, Valeu! E logo depois cover da
Slayer e Assassin.
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Por volta das 3h30 da
madruga entra a Mysticum Noctis de Caruaru, um Black Metal bem elaborado, mas
ainda muito novo, com cover de Cradle of Filth, nota-se a influência da banda
até mesmo nas camisas que dois dos integrantes usavam (Dimmur Borgir). O
público de fim de show não é o suficiente pra instigar a banda nem tão pouco a
mim pra resenhar, porque e a demora da Sodoma ajudou e como ajudou essa queda
de público.
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O que vale ressaltar aqui,
foi o visual de alguns dos integrantes de algumas bandas um tanto quanto
fashion, outros com camisa de grunge, acho que a galera tem que saber que punk
“maloca” e/ou som de Seattle não tem a ver com Metal.
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