Banda: SUBINFECTED

Categoria: Death Metal

Ano: 2009


SUBINFECTED, banda que surgiu rápido e teve um “Boom” muito bem merecido, pois a banda apresenta um Death Metal muito bem executado. O material aqui resenhado é o “The Queen of the All Plagues”, pouco comentado na cena pernambucana.

Este material é composto por 8 faixas, tendo como sua primeira track a “This is the way”, que começa com um tiro de pedais duplo e caixa de batera, aqui gravado por Ricardo Necrogod. Composta com riff que nos faz lembrar bandas como Vital Remains. Nesta encontramos também um ótimo trabalho de baixo de Hermínio Paulino.

Logo em seguida “Discipline of Atrocity”, que começa com um elemento bem moderno que seria o vocal robótico, executado por Alcides Burn, a música tem uma mudança repentina de peso, e no meio outra mudança: uma quebrada e torna a ficar pesada.

“Antcient Problems” é uma faixa que segue a mesma pegada da primeira, com pitadas de core, mas nesta o guitarrista Enoch Leite nos mostra sua habilidade nas cordas, muito bem expressada.

Gritaria da porra, é a “Surtophobia”. A banda aqui continua mantendo os mesmos elementos e proposta mesclando um Death Metal mais moderno ou tradicional, outra faixa que as guitarras merecem evidências, em solos, arranjos de ligaduras e diversas alavancadas. Puta faixa, pois tem peso emelodias sem serem melosas.

“Shot” é a quinta faixa, recebe umas pegadas heavy e thrash, trabalho de pratos especiais o que muitos chamam de cadência, mas aqui eu chamaria ritmo. E falar o que do refrão? que é bastante curto e direto...repetido varias vezes por Alcides...”Shot - Shot - Shot – Shot...”.

A SUBINFECTED gosta de usar títulos com nomes curtos, agora é a vez da “Bioholocaust” um ataque de riffs, talvez pareça comum as faixas. O que muitos podem não discernir de manter o padrão do álbum. Embora no final da faixa o peso elaborado a diferencie das anteriores.

“Necrotic Cannibal” uma pegada que não tem como você ficar parado, aqui a banda dissemina riffs de guitarra sobre guitarra, e tembém riffs cortantes. A parada no meio da música é o ponto marcante, algo muito bem planejado.

O nome da faixa é “Paradiese” e o que você pensa quando se fala em paraíso? Aquele lugar de paz músicas de sossego... é assim que eles nos enganam. Revelam-nos MORTE. Começam a faixa bem soft quando subitamente tudo muda, até mesmo a proposta inicial do Álbum, o que eu diria que ficou mais interessante, embora o solo merecesse ser aumentado, mas talvez a ideia fosse essa.

Ótima gravação, também porque a banda teve, nesta época, bons integrantes. Originalidade nas composições é certamente o destaque deste trabalho. E espero poder fazer melhores comentários para o que virá da SUBINFECTED.

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(por Hugo Veikon))